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Movimento a favor de institutos e universidades será realizado em Araraquara

O movimento a favor de universidades e institutos federais será na Praça Santa Cruz, em Araraquara, a partir das 16h. O ato é aberto a todos

movimento educacao araraquara

Nesta quarta-feira, 15 de maio, a cidade de Araraquara também terá movimento à favor de institutos e universidades. O ato integra as dezenas de paralisações que serão realizadas durante todo o dia de amanhã, em diferentes partes do Brasil. Rio Branco, Manaus, São Paulo, Natal, Goiânia, Belo Horizonte e Rio de Janeiro são algumas das dezenas de capitais que participarão do movimento.

Quem pode participar?
Apesar de ser organizado por alunos e professores, toda a população é bem-vinda, como afirma Martha Gonçalves, estudante do IFSP de Araraquara. “É um ato aberto. Estamos unificando forças com a Unesp e todos são muito bem-vindos a somar. A nossa luta é pela educação no geral, pelo futuro que está cada vez mais incerto com tantos cortes, ainda mais pela imagem negativa que o atual governo está tentando passar dos estudantes de ensino público”.

Em Araraquara, o movimento será realizado na Praça Santa Cruz, a partir das 16h.

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O movimento
O movimento a favor de institutos e universidades será realizado após o anúncio do corte de verba destinado à educação. O bloqueio no orçamento foi realizado pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub, que primeiramente bloqueou os recursos de três universidades federais: UnB, UFBA e UFF. Depois, o corte da verba de 30% também chegou à outras universidades e institutos do país.

Para muitos estudantes, o corte é desanimador diante do futuro incerto: “Sou estudante da segunda turma do curso de engenharia mecânica, que iniciou em 2017. Com os cortes anunciados ainda no início do ano, além de estarmos tendo aulas em laboratórios sem ar condicionado (que pra algumas pessoas podem parecer luxo, mas no nosso caso é pra aliviar o calor de mais de 25 pessoas em uma sala pequena realizando ensaios entre outras aulas), influenciou diretamente na compra de recursos. Nosso acervo de livros, por exemplo, ainda não está completo para o curso de engenharia. Nosso campus corre o risco com o aumento gradativo do corte de não conseguir pagar as contas até o final do ano… Vejo o meu sonho se tornando cada vez mais distante, pois não tenho a mínima condição de migrar para o ensino privado”, diz Martha.

Além de passeata, o movimento contará com bate-papo e exposição de trabalhos.

Link para saber mais informações: https://www.facebook.com/events/275728003382102/

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