Cultura

Araraquara no rap: conheça a história e o trabalho de Amon!

Recentemente, o músico de Araraquara lançou Egotrip, seu mais novo trabalho!

Foto: Divulgação

Ele já foi Diego Moura de Oliveira, mas hoje é mais conhecido como Amon, músico que adotou Araraquara para seu lar e o Rap, para ser sua paixão.

Em abril, o músico lançou Egotrip, seu mais recente trabalho, com videoclipe gravado em Florianópolis.

Amon conversou com a nossa equipe sobre esse trabalho, seu início no rap e as dificuldades na música. Confira!

Há quanto tempo você é músico?

Lancei meu primeiro trabalho em meados de 2015 com o MC e Produtor Erik Marçal. Juntos, criamos o grupo “Interlúdio Rap” e assim dei início à minha história na música.

E a música hoje é a sua principal renda? É complicado viver da música em Araraquara, né?

A música ainda não paga minhas contas, mas a tenho como sustento. Encontrei essa dificuldade em todos os lugares que conheci, porém o Rap vem ganhando cada vez mais espaço nas mídias, logo isso vai refletir no interior paulista também.

E quando surgiu o Rap na sua vida? Quais as suas maiores influências?

O Rap me acompanha desde de criança, mas a vontade de compor surgiu em 2014, nas Batalhas de Rap em Araraquara. Amigos e Família são minhas maiores influências.

Você enxerga que o Rap tem vez em Araraquara, como outros ritmos? O que poderia ser diferente?

Como outros ritmos, não. Mas estamos conquistando esse espaço aos poucos. A cultura hip-hop tem crescido muito, hoje temos palestra e rodas de freestyle nas escolas públicas, algumas casas de show abrem suas portas para nossa arte e temos várias oficinas culturais nas periferias da cidade. Acredito que estamos no caminho certo.

Sobre a música Egotrip. É o seu último lançamento, correto?

Sim. O Videoclipe foi lançado em abril e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Você mesmo escreveu a letra? Sobre o que fala essa música?

Convidei os amigos Aksel e Dfato para participarem desse projeto comigo. Cada um escreveu sua história e unimos essas ideias no estúdio. “EGOTRIP” é a nossa ascensão, celebração de conquistas e vitórias, sem rótulos ou limitações.

O clipe foi lançado há pouco tempo. Como está sendo a repercussão?

A rua recebeu nossa mensagem da melhor maneira, o clipe é resultado de uma grande união e conseguimos transmitir isso para quem nos acompanha, Me sinto realizado!

Ele foi gravado em Florianópolis, né? Quando foi gravado e como foi fazê-lo? Aliás, ele é o seu primeiro clipe?

EGOTRIP é meu primeiro lançamento de 2020 e traz um novo momento da minha carreira. Acompanho a Morlock Art Lab há algum tempo e no começo desse ano veio a oportunidade de trabalharmos juntos, com a ajuda da família Tattoo 013 viajei para Florianópolis, gravamos o clipe e o resultado superou as expectativas. A produção musical tem assinatura de Gabriel Barreto e Lincoln Rossi.

O que o RAP significa para você?

O rap é a forma mais transparente que tenho para dialogar com o mundo. Esse significado se renova com frequência, falei um pouco sobre isso no meu disco “A Procura da Cura”, convido vocês a conhecer!

E tudo isso o que está acontecendo no mundo, com o coronavírus, te inspirou a escrever alguma letra?

Sim, escrevi uma poesia recentemente e também tenho contribuído com as campanhas de conscientização. Hoje nosso gesto mais solidário é ficar em casa. Tudo vai passar.

Além deste lançamento, você tem mais algum outro plano?

Dediquei 2020 a ampliar as conexões, fechei parcerias com grandes profissionais e os resultados já estão chegando!

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