Cultura

Araraquarense monta peça contra racismo e intolerância religiosa

Na peça “É preciso imaginar Sísifo feliz”, Bruno Caldeira também falará sobre questões de gênero e masculinidade

espetáculo bruno caldeira

Foto: Bruno Marques

Neste sábado, 17 de abril, Bruno Caldeira irá estrear a peça “É preciso imaginar Sísifo feliz”, que será transmitida pelo Youtube, a partir das 20h,.

“O espetáculo é baseado no Mito Grego de Sísifo; ao qual Sísifo por enganar a morte e desafiar Zeus, recebe uma punição: rolar uma pedra cotidianamente só para vê-la rolar para baixo”, afirma Bruno que estrelará o monólogo.

Ele também conta na peça serão abordados importantes temas para a sociedade, como racismo, intolerância religiosa, questões de gênero e masculinidade.

Confira a entrevista!

Sobre o que fala o espetáculo?

O espetáculo é baseado no Mito Grego de Sísifo; ao qual Sísifo por enganar a morte e desafiar Zeus, recebe uma punição: rolar uma pedra cotidianamente só para vê-la rolar para baixo. Através de uma releitura deste mito, obtive a ideia de discorrer questões sociais em cima, como o racismo, intolerância religiosa, masculinidade e questões de gênero. As mazelas da sociedade se tornam pedras que cotidianamente Sísifo tem que carregar.

Foto: Divulgação

E você comentou que a peça só foi viável graças a uma ajuda do seu terreiro, né? Que bacana! Como foi isso?

Tanto o Ilê Asé Odé Fun Okan Tobi, quanto o Ilê Asé Oxalá, dois terreiros de candomblé que atuam em São Carlos, foram contemplados com recursos da Lei Aldir Blanc como Comunidades Tradicionais Negras. Diante disso, a peça surgiu como uma contrapartida cultural do Ilê Asé Oxalá. O processo de construção das contrapartidas tem sido uma experiência bastante nova e enriquecedora para todos nós. Estamos aprendendo a atuar em grupo, estudar legislações, contornar os desafios, juntar conhecimentos e contatos de pessoas e, acima de tudo, estamos bastante empolgados com o desenvolvimento das atividades. Um fruto dessa vivência é que eu e meus irmãos estamos discutindo, desde o meio do ano passado, propostas de atividades culturais e educacionais pensadas para trazer à tona o debate sobre liberdade religiosa e questões racial na de São Carlos e Araraquara. Também está em tramites fundarmos um coletivo de Cultura Afro com membros dos dois terreiros – Ilê Asé Odé e Ilê Asé Oxalá – com o qual teremos mais estrutura para atuar. Ainda está tudo no papel, mas com o amadurecimento das ideias e com a benção dos Orixás, de nosso Babalorixá e da nossa Ialorixá, conseguiremos fomentar atividades interessantes e assertivas na cidade.

Você é o único ator na peça?

Isso! A peça é um monólogo. Em suma, ela foi adaptada por conta do contexto que em vivemos, a ideia original haveria mais atores, porém pela segurança de todos optei por torná-la um monólogo.

É a sua primeira peça?

Sim! Escrevi há mais de um ano. Esta peça foi fruto de alguns exercícios do Técnico em Teatro do Senac Araraquara, ao qual estou me formando.

E qual a expectativa?

Muito alta! (risos) Com a minha direção e a codireção do Bruno Marques, construímos um espetáculo lindo. Há muita ansiedade para mostrar o resultado a todos. Foi um trabalho árduo, porém igualmente gratificante.

Para saber mais informações é só acompanhar no link: https://m.facebook.com/

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