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Artista retrata símbolos de Araraquara na Praça Faveral!

Ana Lídia Aquino foi uma das artistas convidadas para participar da reforma da quadra na Praça Faveral

Foto: Maiara Di Franco

Quem já passou pela Praça Faveral já deve ter reparado nas artes que encantam e enfeitam a quadra localizada por lá. O projeto de revitalização é do Coletivo Rolêfeira, em parceria com o Coletivo Quadro Urbano, que há dois transformaram o espaço e deixaram o ambiente muito mais agradável aos olhos!

E uma das artistas convidadas foi Ana Lídia Aquino, designer e artista bauruense que se encantou com o nosso pôr do sol e resolveu retratá-lo ao lado de outros símbolos da nossa cidade.

Nós conversamos com a artista para saber mais sobre esse processo, que ainda nos contou sobre sua história. Confira!

Foto: Maiara Di Franco

Como surgiu o convite para fazer a arte na Praça Faveral?
O Coletivo Rolêfeira (em parceria com o Coletivo Quadro Urbano) estava produzindo algumas artes na lateral da praça e aí já tinham três laterais pintadas e sentiram que para finalizar a praça, uma mulher tinha que representar a pintura. Como eu tenho um grande amigo que fazia parte do Coletivo RolêFeira, ele entrou em contato comigo e eu achei muito bacana ir para Araraquara para fazer uma arte que iria ficar aberta ao público.

E por que escolheu aqueles elementos para simbolizar Araraquara?
Sempre que eu vou pintar ou fazer uma obra, principalmente obras como estas que vão ter uma visibilidade grande, eu sinto muita responsabilidade naquilo que eu estou expressando para o outro. Eu tenho essa preocupação com o que eu vou transmitir. Daí, comecei a pesquisar elementos sobre Araraquara. Eu fiz um curso na cidade por um tempo e eu fiquei muito encantada com o pôr do sol. Eu olhava aquele degradê e pensava: ‘nossa, que perfeição divina!’. Além disso, cheguei ao nome ‘Aracoara’, que veio antes de Araraquara e significa a ‘toca das araras’. E foi isso que me inspirou.

O que achou do resultado final?
Ah, o resultado final para mim foi muito gratificante. Achei que a combinação de cores ficou muito massa. E ainda ter o feedback dos vizinhos foi ótimo; lembro que uma vizinha, que mora bem de frente para a pintura e veio me agradecer por ela abrir a janela do quarto dela todo dia e se deparar com essa pintura. Ela me disse o quanto estava sendo gratificante.

E gostaria que falasse um pouco de você: quando começou a ser artista? E o que sente quando está fazendo uma arte?
Eu sou artista autodidata e iniciei a minha caminhada nesse universo com 16 anos, como jovem aprendiz de uma agência de criação em Bauru. E nessa agência eu tive a oportunidade de caminhar por muitos lados: desde a pintura em painéis, em tecidos até design gráfico. Depois, saí dessa agência e comecei a trabalhar sozinha. Aí, quando me assumi como designer e artista, eu percebi que as possibilidades eram ilimitadas. A gente tem milhões de possibilidades e formas de se expressar. E agora, nesses últimos tempos, as minhas referências estão todas relacionadas com a força da natureza. Esse trabalho mesmo em Araraquara traz muito isso: o sol, os pássaros, a cobra e a floresta. E como é importante a gente ter esse olhar de que nós precisamos de uma floresta viva para a gente ter saúde em todos os níveis.

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