Cultura

13 artistas negros para você conhecer em Araraquara!

Veja alguns talentos da cidade para você conhecer e apoiar!

artistas negros em Araraquara

Os cantores Allydi e Matte Pereira são alguns talentos da cidade. Foto: Maiara di Franco/Tiago Kuurtz

Sonhos, racismo, paixão pela arte e muito, muito talento. Tudo isso você vai encontrar aqui, na lista que o Comunica Araraquara produziu com indicações de artistas negros de Araraquara para você conhecer e apoiar.

Nesta matéria tem poetas, escritores, rappers, compositores e muito mais talentos de pessoas que sonham em poder seguir suas carreiras e viver em um mundo sem preconceito.

Que tal começar a segui-los já? Confira a lista!

artistas negros de araraquara

Foto: arquivo pessoal

Naiara Medeiros, escritora

O começo
Sempre digo que não consigo me lembrar de uma época da minha vida que a leitura e a escrita não estiveram presentes. Escrevi muito desde bem nova e esse costumava ser meu “hobbie” favorito. Assim como a escrita, sempre tive uma afeição gigantesca por música e cinema, eram (ainda são) os tipos de arte que eu mais admirava e acompanhava depois da Literatura, o que cooperou muito para que eu conseguisse me expressar literariamente também. Ao longo dos anos, adquiri a certeza de que queria seguir carreira como escritora e, até agora, a música e o cinema seguem me inspirando do mesmo modo que são muito presentes dentro das minhas narrativas.

Preconceito
Quando se é negro é impossível não ter vivido nenhum tipo de preconceito ou situação de racismo, a não ser que a pessoa não tenha notado, mas ainda assim, ela viveu. Entretanto, no meio artístico, o preconceito alcança muitos escritores negros quando consideram a nossa arte/produções uma arte “menor” ou acham que somos subservientes e devemos aceitar qualquer migalha que possam nos oferecer em retorno à nossa arte, o que já aconteceu comigo. E, por vezes, até se “surpreendem” quando descobrem que uma mulher negra é intelectualmente capaz de produzir literatura. A propósito, perante o racismo estrutural que cerceia nossas vidas, o racismo também se expõe na falta de visibilidade e sobre o quanto trabalhamos 5 vezes mais pra receber o mínimo do mínimo.

Sonho
Meu maior sonho é poder viver da minha produção literária e levar minha escrita para futuros roteiros de cinema. Junto com isso, espero ter poder o suficiente para construir uma equipe na companhia de outros artistas negros assim como garantir visibilidade para escritoras negras iniciantes.

Conheça
Instagram: @mrssbig

 

 

artistas negros de araraquara

Foto: Maiara di Franco

Allydi, cantora e compositora

O começo
Vim pra Araraquara pra estudar Engenharia Civil, comecei a cantar e tocar em barzinhos, em 2015, depois de um tempo morando por aqui. Sempre fui apaixonada por artes; aos 9 anos escrevia poesias, gostava de desenhar e tinha um teclado lá em casa que eu ficava hipnotizada brincando, mas demorei pra entender esse nicho como trabalho e mais ainda, pra enxergar essa possibilidade e potencial em mim mesma. Foi muito lindo e inspirador conhecer aos poucos a movimentação artística e cultural da Morada, estar envolvida nesse meio trouxe uma nova perspectiva e foi o empurrãozinho que faltava pra eu tomar coragem de focar minhas energias na minha verdadeira vocação.

Preconceito
Já sofri várias situações de preconceito. Desde as mais sutis e infelizmente corriqueiras até as mais desgastantes e humilhantes, mas como mulher cis preta de pele clara que sou, tenho consciência de que as manas pretas trans e pessoas de pele mais retinta passam por situações complicadíssimas, para dizer o mínimo. Apesar disso, continuamos lutando por espaço, respeito e justiça. Trago essa questão sem o intuito de medir quais grupos são mais oprimidos, penso que reconhecer outras vivências trata sobre se perceber em um contexto mais amplo, para que assim deixemos de personificar problemas tão complexos e possamos encaram questões sistêmicas e estruturais de uma maneira mais coletiva.

Sonho
Sonho em construir um trabalho de qualidade na música com o qual eu consiga me comunicar cada vez melhor e sobreviver, isso em âmbito individual. Só que eu sonho bastante, sou uma grande sonhadora e pra nós como espécie doida que somos eu sonho muito mais, tão grande que nem caberia tudo aqui.

Conheça
Instagram: @allydireal

 

 

artistas negros de araraquara

Foto: @barretosretratos

Fernando Fyaman, músico e estudante de Produção Musical

O começo
Meu interesse pela música surgiu desde muito pequeno. Minha família sempre incentivou muito que eu aprendesse a tocar algum instrumento desde muito cedo, aos 12 anos comecei a tocar violão de maneira autodidata e aos 14, já tinha uma “Banda de Garagem” pra chamar de minha. Devo dizer que minha família foi a maior responsável por ter a percepção musical aguçada.

Preconceito
Por não ser um preto retinto, com certeza eu sofri menos preconceito, eu reconheço esse fato, porém, estamos num país que o racismo estrutural ainda impera e hoje sim, eu consigo identificar e me posicionar sobre o tema abertamente. Porém, houve um tempo em que eu era obrigado a ouvir coisas do tipo “você nem é tão preto assim…” ou “Seu cabelo fica muito melhor raspado!” sem identificar o conteúdo racista contido nessas palavras. Acredito que a informação é a arma mais eficaz contra o racismo estrutural, pois a nossa batalha é diária e ainda temos muito que lutar pra garantir o mínimo de respeito por nossa origem.

Sonho
Meu maior sonho é poder levar minha música mundo afora e poder ver as pessoas se transformando positivamente através da minha arte – não há o que me de mais satisfação que isso.

Conheça
Instagram: @fernando_fyaman

 

 

bruno caldeira site

Foto: Comunica Araraquara

Bruno Caldeira, ator, escritor e artista performático

O começo
Desde criança, começou aos 11 anos com uma matrícula no curso de teatro na casa da cultura em Araraquara.

Preconceito
Sim! Ser artista é enfrentar diariamente diversos preconceitos enraizados que essa profissão carrega. Racismo também, está atrelado.

Sonho
Viver de arte. Que a arte fosse mais valorizada neste país. A arte da periferia, dos negrxs e dos LGBTs.

Conheça
Instagram: @brfcd

 

 

artistas negros araraquara

Foto: Reprodução/Facebook

Ricardinho Félix, músico

O começo
Comecei aos 12 anos de idade (hoje tenho 31). A fase de aprendizado foi bem natural, e não precisei fazer aulas no início… a personalidade sempre tendeu ao lado artístico, mesmo que eu também tenha tido uma carreira na indústria metalúrgica.

Preconceito
Sim! E “infelizmente” em algum momento é “necessário” desconsiderar, pois o trabalho que eu amo fazer, tem uma interação enorme e direta com o público, e envolve além da personalidade de cada um, a situação em que cada um se encontra.

Sonho
Meu maior sonho é conseguir expor minhas composições de forma que as pessoas se identifiquem ou simpatizem, que a arte quebre a fronteira do momento e se eternize por gerações, e que haja dignidade como fruto de um trabalho feito com amor e sinceridade, ou seja, utilizar a arte aonde o ator consegue expressar os sentimentos, mas que não seja apenas uma encenação.

Conheça: @ricardinho_flx

 

 

artistas negros araraquara

Foto: arquivo pessoal

Vinicius Lima, cantor e compositor

O começo
Comecei desde muito novo a estudar música por influência da minha família. Então, a musicalidade sempre esteve presente na minha vida. Mas só com 20 anos eu me arrisquei a começar a me apresentar em barzinhos. Minha primeira banda, na verdade foi um grupo de samba. A partir daí, eu não parei mais.

Preconceito
Com certeza já! Mas como o racismo é velado no nosso país, fica aquela coisa meio que não explícita, ainda mais quando se é músico. Eu por ser um negro de pele clara sofro menos do que as pessoas de pele mais escura. Quanto mais escura for a sua pele, mais explícito é o preconceito. Mas sempre rola aquele olhar discriminatório, a pessoa te julga inferior, tanto pelo seu estilo de vida quanto pela cor da sua pele. É triste!

Sonho
Hoje é conseguir lançar o meu trabalho autoral. Terminar as minhas canções e botá-las no mundo. Faz parte de um processo de cura e autoconhecimento. Acredito também no poder que a música tem de transformar a vida das pessoas, então eu quero poder compartilhar um pouco das minhas experiências de vida em forma de canção pra que de alguma forma isso ajude outras pessoas. Principalmente nesse momento atual de crises que estamos vivendo. Manter a saúde mental pra mim é o que mais me importa. E a música sempre foi um bom remédio, assim como todo tipo de arte.

Conheça: @eusouolima

 

 

artistas negros de araraquara

Foto: Divulgação

Inaraí Bruna, escritora

O começo
Escrevi meu primeiro texto numa máquina de datilografia aos 8, 9 anos e dei até um nome para minha editora-mirim: a “Turma do Tininho”. Ainda tenho alguns textos dessa época. Hoje percebo que as histórias infantis que produzi refletiam aspectos positivos e negativos da minha infância. Um dos positivos é que eu realmente sabia o que queria fazer: ser escritora. Os negativos… Bom, tente imaginar o que a ausência de referências pretas fazer com uma criança preta.

Preconceito
Incontáveis vezes. Infelizmente, o racismo estrutural está presente no cotidiano de toda pessoa preta e das mais diversas formas, sejam sutis ou desabridas. Seja em relação à hipersexualização do meu corpo ou mesmo indiferença às produções intelectuais que tenho feito, o racismo está lá. Durante meus anos escolares, vivenciei as piores situações. Já jogaram barata no meu cabelo, já tentaram me forçar a beijar alguém porque “alguém como eu jamais conseguiria algo melhor”, já me disseram pra “alguém como eu”, eu era sonhadora demais; já usaram as ofensas mais absurdas, escancarada e violentamente também. Isso refletiu no meu processo de escrita. Nunca me senti confortável para mostrar ou publicar o que fazia porque o tempo todo era lembrada de que eu não era “boa” o bastante. Mas sempre fui uma leitora assídua e uma menina inteligentíssima, modéstia a parte. Me agarrei nisso. E foi minha salvação. Conhecimento é poder.

Sonho
Sonho alto demais. Não por mim, mas por todos que vieram antes e provaram que escrever e contar histórias são ações que fazem o mundo mudar. Salve Carolina Maria, Alice Walker e Conceição Evaristo! Ser uma autora preta é resistência por si só. Não deveria ser. Estamos vivas, pulsantes e pensantes. É um direito nosso compor e ser sujeita de nossas vozes. Por isso, além de ser escritora, sou educadora. Meu sonho é ecoar e ouvir ecos.

Conheça: @ilcamaleontica

 

 

artistas negros de araraquara

Foto: Paulo Ninja

Ptwo Packer, rapper e compositor

O começo
Na composição, eu comecei em meados de 2002 quando ainda tinha 12 anos, onde me arriscava a escrever algumas rimas após ter começado a estudar poesia na escola. Já o início como rapper veio de uma forma natural por influência de alguns amigos que já faziam rap como Guiga, Saulo R&B e William Chacal.

Preconceito
Sim, diversas vezes. Até porque vivemos em uma sociedade onde infelizmente esse tipo de coisa ainda acontece. No Brasil o racismo é estrutural então sempre lidei com essa situação desde uma ida ao shopping até uma abordagem policial mais truculenta devido a cor da pele. Sou totalmente contra esse tipo de atitude e por já ter sofrido isso na pele faço questão de colocar isso nas minhas letras para tentar ajudar na conscientização da população.

Sonho
No momento meu maior sonho está prestes a se concretizar, que é gravar uma mixtape falando da minha quebrada no intuito de conscientizar a galera mais jovem da zona oeste de Araraquara sobre as consequências da vida no crime. Essa mixtape é uma forma de eu poder retribuir tudo de bom que o rap me fez! Já perdi vários amigos pro mundo do crime, alguns já morreram e outros estão presos, então quero relatar algumas histórias reais pra que sirva de exemplo e lição de vida para que os jovens não sigam este mesmo caminho!

Conheça:@ptwopacker

 

 

Matte Pereira, cantor de Trap e R&B

O começo
Desde criança sempre fui envolvido na música, nascido e criado dentro da igreja vendo minha mãe cantar, escutando meu avô tocar piano e sanfona, então comecei tocando bateria na igreja e depois tive uma banda de rock com os 13 anos de idade. E eu sempre tive paixão pelo black music, mas só com meus 19 anos comecei a gravar minhas músicas e, desde então, venho trabalhando na área.

Preconceito
Já sim, no meio musical mesmo você sente a diferença do contratante só pelo fato de você ser um artista negro. Ainda mais um artista independente que não está em alta no cenário musical, e mesmo assim já vi casos de artistas grandes serem humilhados só pelo fato de serem negros.

Sonho
Dominar a cena toda, pra poder comprar uma casa pra minha mãe! Dar o conforto pra ela e minhas irmãs.

Conheça: @mattepereira

 

 

artistas negros de araraquara

Foto: Divulgação

Aksel Henrique, músico, cantor, compositor, beatmaker

O começo
Comecei profissionalmente em 2010, mas a tendência artística vem desde criança.

Preconceito
Já sofri preconceito e situações de racismo, mas vemos que o problema não é comigo. As pessoas precisam se reeducar, desfazer a ideia imposta na cabeça da sociedade.

Sonho
Meu maior sonho é ver uma multidão de gente em um show meu cantando minhas músicas.

Conheça: @aksel_henrique

 

 

vitor sussa

Foto: Reprodução/Facebook

Vitor Sussa Mbube, cantor e compositor de Rap

O começo
O rap sempre fez parte da minha realidade e sempre me senti representado desde a infância, quando tive os primeiros contatos com raps dos anos 90. Entre os anos de 2007 e 2009 comecei a me envolver em projetos no Centro de Referência Afro, participando do Kizomba Crew, onde dançava break como B-Boy convidado pelo meu tio que já fazia parte do grupo, o qual era administrado pelo professor Rikardo Lyon. Em 2013 comecei a participar da Batalha da Fonte como MC de rinha, onde comecei a me destacar e fazer freestyle nas ruas e praças da cidade. Nessa época surgiu o convite para participar de um grupo de rap chamado Black Deff em 2015. Gravei duas faixas de participação e isso me ajudou a ter mais visibilidade como artista.

Preconceito
O racismo esteve e está presente em todo tempo da minha vida. É uma luta diária para mim e todos que se consideram negros retintos. São várias as provações e limitações, mas seguimos sempre em frente. Herdeiros do Reino Black, o novo álbum que estou trabalhando em parceria com os artistas Jaguar2666, Menelick MC, JhamalDnosbeatsBR e Smonkey Records, vai mostrar um pouco desta realidade e de como enfrentamos e sobrevivemos, lidando diariamente com o racismo no Brasil.

Sonho
Que haja mais fé, amor e respeito entre as pessoas, e que as próximas gerações colham bons frutos. E também, espero ter paz e uma vida tranquila com minha família.

Conheça: @vidasussarap

 

 

artistas de araraquara

Foto: Divulgação

Renatinho Gonçalves, músico e empresário na Lá Eventos Musicais

O começo
Comecei aos 15 anos a tocar profissionalmente. Meu pai sempre tocou violão, sempre tive a referência de Samba e MPB dentro de casa, então a música sempre foi normal e presente em minha vida desde muito cedo.

Preconceito
Estava com minha mãe, voltando de um supermercado, e resolvemos pegar um item em outro. Como já estava na rua de minha casa, estacionei o carro próximo a esquina, minha mãe ficou esperando, enquanto eu iria buscar o item no mercado, obviamente ela estava no carro o vidro do lado do motorista ficou aberto. Eu estava andando normalmente a poucos metros do meu carro estacionado e veio uma viatura, com o policial falando “mão na cabeça”. Foram educados, abordagem correta e normal, porém no final o motivo da abordagem foi o vidro aberto do carro. Ele achou estranho… No momento nem passou em minha cabeça: “estranho o que?”. O vidro poderia estar aberto por não ter travado o alarme talvez, não é? Acredito que essa questão de racismo, muitos negros não falam mais nada, em virtude de parecer que é vitimismo e por aí vai,então a gente prefere se calar e procurar ocupar nosso tempo com coisas mais construtivas.

Sonho
A cada dia os nossos sonhos se renovam. Posso dizer que vivo um sonho profissional e pessoal: tenho uma companheira que me ama e respeita do jeito que sou. Tenho minha mãe, guerreira, que eu amo demais, sempre fez tudo por mim, meu crescimento. Depois que meu pai faleceu estou praticando ser mais aberto, falar o que penso, e isso está me fazendo muito bem. Então pra mim o sonho é algo muito abstrato, que vivo ele a cada dia, a cada show, a cada momento com a família, enfim, viver o agora valorizando cada momento, pois não volta mais.

Conheça: @artzoom.oficial e @renatosilva_filho

 

 

artistas negros de araraquara

Foto: Pam Wolf

Willian Chacal, rapper e militante do Hip Hop

O começo
Eu comecei muito cedo. Já muito novo eu gostava de desenhar e acredito que ali já tinha uma veia artística. Também gostava de batucar nos baldes e também cantava em um tambor que ficava no quintal da casa da minha avó. Acredito que essas tenham sido as primeiras manifestações artísticas.

Preconceito
Sim, tanto artisticamente quanto na questão racial. Lembro de uma situação, há alguns anos, quando fui fazer uma apresentação no Selmi Dei e a maior parte da minha vida, eu morei pro lado sul da cidade. E nós íamos quase todo domingo para o Selmi Dei para apresentações, aos domingos. A gente sempre ia de ônibus e numa dessas vezes, tinham uns meninos que estavam fazendo algazarra no ônibus e o motorista acionou a PM. Aí, quando os policiais chegaram e entraram no ônibus, eles passaram reto pelo meninos e veio direto na nossa direção. Eles foram muito ríspidos e e lembro que rasgaram a minha camiseta, me puxando para fora do ônibus. Ou seja: eles nos tiraram de dentro do transporte público e foram totalmente preconceituosos, e nem o motorista se manifestou nesta situação.

Sonho
Como Willian Chacal, artisticamente falando, o meu maior sonho é que a arte fosse mais valorizada. Eu queria que os artistas pudessem ter mais tempo para produzirem seus trabalhos, pudessem ter mais tempo para se dedicarem e isso só vai acontecer se houver a valorização deste trabalho. Agora como Wllian Roberto da Silva – eu tenho vários sonhos. Um deles é terminar a minha faculdade de direito, além de poder dar uma estrutura melhor para os meus filhos.

Conheça:@willianchacal



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