Cultura

Banda de Araraquara ganha importante prêmio com álbum autoral

São talentos da nossa terra sendo reconhecidos!!! E tem mais, o disco foi produzido em parceria com o baixista do CPM22, Ali Jr!

Um prêmio para poucos! O último disco autoral da banda araraquarense Dead or a Lie venceu o prêmio máximo de uma revista especializada em música.

Na disputavam estavam gigantes como o Sepultura, banda reconhecida internacionalmente, entre outras.

O projeto é uma parceria com o baixista do CPM 22, Ali Jr, que é dono do estúdio Sunrise Music que fica em Araraquara.

Nossa equipe bateu um papo com o baixista Matheus Vieira que falou tudo sobre o quinto álbum da banda.

imagem: divulgação

Capa do Álbum Monster

Como foi receber a notícia de que o álbum de vocês tinha sido eleito o o Melhor álbum Nacional de Rock/Metal de 2020 segundo a Arte Metal e Underground Extremo?

Matheus Vieira – Antes de tudo, agradeço, imensamente, o interesse pelo nosso trabalho. Quando finalizamos o álbum, sabíamos que ele era forte. Não é clichê dizer que evoluímos, naturalmente, a cada disco. E com o Monster, chegamos ao ápice do amadurecimento., tanto sonoro, quanto lírico. O disco ficou pronto ao mesmo tempo que mergulhávamos nessa praga horrível. Logo, tive tempo para trabalhar na divulgação do material, um caminho mais fácil pra mim porque escrevo no meio há mais de uma década. E a nossa expectativa foi superada, pois as críticas foram excelentes e muita gente veio atrás do álbum, inclusive em Portugal. Resumindo: imaginei que figuraríamos em listas, pois é um mecanismo muito tradicional dos veículos especializados, mas foi uma surpresa receber o prêmio máximo, até porque, no ano passado o Sepultura, por exemplo, lançou um disco fantástico, o Quadra. Fora outros Cds de grandes bandas brasileiras. Assim, atingir um patamar tão alto é um prazer imenso que nos alimenta a dar sequência ao trabalho.

– Quantos anos tem a banda?

Matheus Vieira – Completamos uma década em 2021.
– E como surgiu?

imagem: divulgação

Matheus Vieira – A Dead or a Lie começou como Dead or Alive, nome que mudamos apenas com o Monster por problemas de direitos autorais. Aliás, gosto mais do atual nome. Eu fundei o grupo lá atrás, na época de faculdade, como um quarteto. O baterista Wiliam Albino fazia parte dessa formação, migrando, depois, também para o cargo de vocalista, acumulando ambos. Depois chamei o Carlos Oliveira, guitarrista e meu companheiro de banda há anos. Assim ficamos em trio, formação que estamos até hoje.

– E o que Monster tem de diferente dos outros álbuns?

Matheus Vieira – Ele carrega diversos elementos que o diferenciam dos álbuns anteriores, que vai da mudança do produtor, quanto sonoridade e composição. O álbum foi praticamente escrito por WhatsApp por mim e pelo Wiliam Albino. Próximo a gravação, nos reunimos e fechamos os arranjos em ensaios. Nunca fizemos essa pré-produção. Outro detalhe importante é o quão orgânico o disco soa. Tudo é muito natural e cada nota foi pensada com muito zelo e carinho. Assim, o stoner/doom que começamos a praticar lá atrás ganhou novos elementos, chegando ao produto que realmente desejávamos.

– Aliás, quantos vocês já lançaram?
São cinco discos: Monster (2020), Unholiness (2016), Last Man Standing, Walk On Home, Boy e On The Road With The Young Guns. Temos uma demo, também: Our Own Fight.

imagem: divulgação

– Para este ano, vocês estão preparando alguma novidade?
A idéia era fazer um lançamento desse disco para convidados. Mas não há como planejar nada em meio a esse caos social, político e econômico que o mundo está mergulhado. Já comecei a escrever alguns arranjos e pensar no conceito do novo disco. Após virarmos Jacaré com a vacina, vamos dar sequência.

– Todos vocês são araraquarenses?
Sim. Os três. Agora, o vocalista e baterista mora em Florianópolis/SC.

– E o álbum foi produzido aqui em Araraquara, certo?
Aqui vale um detalhe importante: se Monster foi tão elogiado, uma grande parte disso é creditada ao nosso produtor, o Ali Jr, do Sunrise Music. Baixista do CPM 22, ele foi um diferencial absurdo no disco com seu conhecimento, carinho e idéias. Sim, ele é de Araraquara e seu estúdio fica aqui, mesmo morando em São Paulo, capital.

Comentários

Your email address will not be published. Required fields are marked *