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Coluna Danilo Forlini: como ter um 2020 mais criativo!

Confira mais uma colaboração do nosso colunista!

Por mais que a divisão do tempo em anos seja uma criação cultural humana, ainda assim, muitos dos nossos ciclos sociais, de estudo e trabalho, são de alguma forma determinados pelos calendários e agendas, quando a partir de 31 de dezembro temos a sensação de que algumas fases e projetos foram finalizados e de não saber o que está por vir, ou de criar novas possibilidades de vida, trabalho e relacionamentos no ano que se inicia.

A ideia do texto de hoje é aproveitar a injeção de motivação do início do ano para sugerir alguns hábitos que possam nos trazer um ciclo mais criativo, no sentido de novas experiências, formas de ver o mundo (e se entender nele) e solucionar questões que possam nos incomodar há algum tempo. Te convido a experimentar pelo menos duas ou três das propostas que irei fazer, pra você ver se traz coisas boas pra você. Vamos lá!

1. Anote seus pensamentos e ideias
Carregue consigo um bloquinho de notas, uma pequena caderneta ou, se preferir, use um aplicativo no celular. O método não importa. A questão é que estamos constantemente pensando sobre nossa vida, trabalho, relacionamentos e problemas. Às vezes angustiados com algumas questões e, às vezes, ponderando alguma possibilidade de ação, viagem, conversa, desejo, “sonho acordado”, objetivo ou o que quer que seja. De qualquer forma, crie o costume de passar essas pequenas ideias para o papel. Você irá, aos poucos, cada vez mais se tornar consciente do quanto você cria no dia-a-dia e nem faz ideia. Além disso, terá ao seu dispor um conjunto de referências sobre a própria forma como você pensou sobre as coisas quando precisar resolver questões no futuro.

2. Faça aulas experimentais e comece um novo hobbie
Pode ser qualquer coisa. Teatro, Piano, Dança Contemporânea, Mangá, Pintura à Óleo, Percurssão, Yoga, Kung-fu, Improvisação, Palhaçaria, Circo, Pole Dance, Culinária, Artesanato, Cultivo de orgânicos, Flauta Transversal, Canto, Tai Chi e por aí vai. Mas se dê o direito de experimentar algo novo e conhecer em si possibilidades que ainda não explorou. Tudo bem se você não gostar. E mesmo que gostar de algo de primeira, faça aulas experimentais de outras coisas. Criatividade é associação entre áreas e conteúdos diferentes. Transitar por ambientes e aprendizados diferentes nos enriquece de maneiras que não imaginamos.

3. Varie estilos
Você tem um gosto musical favorito, um gosto pra filmes e séries e talvez um gosto para livros. Talvez pra livros menos, porque estamos num geral desacostumados à leitura. A proposta aqui é conhecer algo novo. Pedir para alguém que gosta de tipos de músicas diferentes do que você está acostumado a ouvir pra que te indique algo. O mesmo pra filmes ou séries. Se não tem hábito da leitura, experimente começar um livro e ver onde a história te leva. O exercício pode ser um pouco desconfortável e vão aparecer vários julgamentos em nossas cabeças, mas tudo bem. A intenção aqui é sair de um perímetro de “gosto /não gosto” e tentar compreender o mundo a partir de pontos de vista diferentes dos nossos, tarefa que a arte e a ficção num geral contribuem e com certeza faz aflorar nossa criatividade. Não se trata de mudar o seu gosto, só de ampliar nosso referencial de mundo.

4. Busque uma ferramenta de crescimento pessoal
Pode ser meditação, ir a um psicólogo(a) ou psicanalista, começar um diário, fazer leituras sobre inteligência emocional e/ou autoconhecimento ou até mesmo alguma ferramenta de autoanálise que sua religião lhe proporcione, se for o caso. A questão é que ferramentas de autoobservação e crescimento pessoal contribuem para que consigamos trazer para o plano da consciência alguns problemas ou questões pessoais que não havíamos percebido. A consciência dessas questões é essencial para a criatividade, considerando que para encontrar soluções novas para as questões cotidianas, o primeiro passo é compreender melhor de onde elas vêm.

5. Troque o sabor da pizza
Se todo sábado você pede uma pizza meia calabresa, meia quatro queijos, ou se vai sempre na mesma hamburgueria pedir o mesmo sabor de lanche, ou se tem vários restaurantes e lanchonetes que só ouviu falar mas nunca chegou a ir em sua cidade, te convido a experimentar mudar de vez em quando. Descobrir o que há além dos seus pedidos favoritos. Veja bem, não estou propondo que você abra mão deles. Apenas que, de vez em quando, troque o local, varie o sabor, mude o horário. É algo extremamente simples, mas um cotidiano que está mais habituado a mudanças aos poucos criará uma programação mental menos avessa às novas ideias, experimentações e riscos que uma vida mais criativa pode apresentar.

É isso! Você não precisa testar todos os cinco hábitos, mas eu ficaria muito contente se tentasse um ou dois. Ou três. Fique à vontade para mandar uma mensagem e contar como foi. Até a próxima coluna!

Danilo Forlini ( @daniloforlini ) é Palestrante e Pesquisador em Criatividade, Improvisação e Educação. Mestre e Doutorando em Educação Escolar pela UNESP Araraquara, Escritor do livro de contos “O melhor presente que você poderia ganhar” e Diretor e Ator na Cia. Improvisória de Teatro.
Conheça mais em daniloforlini.com

 
 
 
 

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