Cotidiano

Dica para os araraquarenses: festival traz filmes dirigidos por indígenas!

Gratuito, os filmes serão exibidos no Inffinito Film Festival

Foto: Divulgação

Enquanto os cinemas ainda não reabrem aqui em Araraquara, você pode aproveitar novos filmes aí da sua casa mesmo. E que tal conhecer um pouco mais sobre o trabalho de diretores indígenas?

Essa é a ideia do Inffinito Film Festival, que será realizado totalmente online, até o dia 23 de outubro.

Gratuito, o festival traz dez produções, como documentários e filmes de ficção, que retratam a espiritualidade e a cultura indígena, além da luta pelos direitos.

Saiba mais sobre algum deles:

Até o Fim do Mundo
Brasil, 2019. Direção: Juma Gitirana Tapuya Marruá. 16 min.
Com montagem mais experimental, o curta-metragem reúne imagens de florestas e regiões urbanas da Bolívia e do Brasil para falar sobre o processo de colonização do território indígena. Para isso, a diretora Juma Gitirana Tapuya Marruá mistura elementos de ficção e de documentário, além do espanhol, do português e do idioma sikuani, de origem colombiana.

Meu Sangue é Vermelho (My Blood is Red)
Brasil, 2019. Direção: Guilherme Bolliger e Graciela Guarani. 86 min.
Reconhecido por seu povo pela coragem, o adolescente Werá mostra o talento musical como Kunumi MC ao lado do rapper Criolo, que o incentiva a cantar sobre a luta indígena. A voz de Kunumi acaba sintetizando as reivindicações de comunidades indígenas de todo o país, que sofrem com a violência e a falta de proteção institucional.

Nossa Alma Não Tem Cor
Brasil, 2019. Direção: Alexandre Pankararu. 22 min.
O documentário acompanha os encontros de uma rede de combate ao racismo contra povos indígenas no Brasil que foram organizados na Bahia, em 2018, após a eleição de Jair Bolsonaro. O filme também discute a relação entre os povos tradicionais da região e o chamado Opará rio mar (nome dado ao rio São Francisco), considerado crucial por ser uma importante fonte de recursos.

Teko Haxy – Being Imperfect
Brasil, 2018. Direção: Patricia Ferreira Pará Yxapy e Sophia Pinheiro. 40 min.
Uma cineasta indígena e uma antropóloga e artista visual não indígena filmam uma a outra e suas próprias intimidades. O resultado é um documentário que mostra afinidades e conflitos entre duas mulheres tão diferentes que reconhecem as suas imperfeições.

O Verbo Se Fez Carne
Brasil, 2019. Direção: Ziel Karapotó. 6 min.
Trechos da bíblia recitados por um pastor se misturam a sons de animais e às imagens do corpo do artista Ziel Karapotó no curta que busca evidenciar os impactos danosos da colonização europeia e da evangelização cristã sobre os povos indígenas.

Para conferir o festival, acesse: https://www.inff.online/

Texto com informações da Folha de São Paulo.



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