Cultura

Em um mês, laboratório da Uniara já fez mais de 3500 testes rápidos para a Covid-19

Em parceria com a Secretaria de Saúde de Araraquara, as testagens tiveram início no dia 27 de maio

Foto: Unsplash

Há um mês, a Universidade de Araraquara – Uniara, por meio do Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde – CBS, e de professores e alunos do curso de Biomedicina, iniciou uma parceria com a Secretaria de Saúde do município, por meio da secretária Eliana Honain, “para realizar um mapeamento amostral da população de Araraquara para analisar o percentual de pessoas que já desenvolveram anticorpos contra o coronavírus – Covid-19”, segundo o coordenador do curso de Fisioterapia da universidade, Carlos Roberto Grazziano.

As análises são realizadas pela graduação de Biomedicina, sob o comando de seu coordenador Orivaldo Pereira Ramos, e supervisionadas pelos docentes Andrezza Furquim da Cruz, Flávia Aparecida Resende, Miriane da Costa Gileno e Juliana da Silva Oliveira Faccio.

Segundo Ramos, entre os dias 27 de maio e 30 de junho já foram realizados mais de 3500 testes. “As amostras de sangue, coletadas nas Unidades Básicas de Saúde – UBSs por funcionários da prefeitura, são alocadas em caixas térmicas e levadas ao Laboratório de Imunologia da Uniara. Além disso, a Secretaria de Saúde fornece os kits de teste rápido para a Covid-19”, relata.

Ele conta que no dia 26 de maio, um dia antes de iniciar as testagens, realizou um curso de capacitação com os estudantes. De acordo com o coordenador, houve um número grande de alunos voluntários para ajudar nas testagens. “Quase todos da quarta série de Biomedicina se ofereceram para colaborar”, orgulha-se.

Ramos explica que a capacitação dos alunos voluntários teve como objetivo mostrar como trabalhar com as amostras que chegam ao laboratório. “Foi muito importante explicar a eles como fazer a paramentação – usar todos os Equipamentos de Proteção Individual – EPIs – e a desparamentação, pois existe uma ordem correta para colocar e retirar esses EPIs, para que não haja risco de contaminação”, ressalta ele.

“Nessa capacitação, também expliquei como iríamos proceder e como seria a rotina, onde faríamos os exames, quais laboratórios utilizaríamos e toda a tramitação – desde quando as amostras chegam, passando pelo processo de centrifugação para obtenção do soro, que é a parte líquida do sangue, depois passando pela análise até chegar ao resultado. Nesse processo do teste rápido, estamos pesquisando os anticorpos que foram desenvolvidos caso o paciente tivesse entrado em contato com o vírus – covid-19”, relata.

Ele revela que “é realizado, em média, duzentos testes por dia, número esse que pode aumentar devido a demanda, uma vez que nossa capacidade com a infraestrutura atual é de até trezentos por dia. Porém, se for necessário, há a possibilidade de ampliarmos a infraestrutura e realizar mais testes”, completa.

“Depois da realização dos testes, os alunos também ficam responsáveis pelos laudos. A Uniara disponibilizou dois laboratórios de informática para a elaboração desses laudos que, posteriormente, são enviados para a Prefeitura”, conta o coordenador.

As informações são da assessoria de imprensa da Uniara.



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