Cultura

Jovem começou a jogar bola nas ruas de Araraquara e hoje é campeã da Libertadores!

Além da Libertadores, a jogadora de futebol também já conquistou o Campeonato Paulista, Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro

jogadora ferroviária araraquara

Foto: Reprodução/Instagram Nicoly Aprigio

Nicoly Aprigio é um dos nomes que têm brilhado no time de futebol feminino da Ferroviária.

Jogando na AFE desde os 15 anos, ela já conquistou diversos títulos importantes: foi campeã no Campeonato Paulista, na Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e na Libertadores.

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Foto: Reprodução/Instagram Nicoly Aprigio

Mas, apesar de tantas medalhas e prêmios, a maior conquista de Nicoly é poder, todos os dias, realizar o sonho de viver profissionalmente do futebol.

Ela, que começou ainda criança jogando nas ruas de Araraquara ao lado do seu primo, agora comemora poder viver de um esporte ainda tão desvalorizado e cheio de preconceitos.

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Foto: Reprodução/Instagram Nicoly Aprigio

“Você pensa em desistir por ser fora do “padrão”, por parecer errado, por parecer muito difícil de conseguir continuar com tanta resistência”.

Nesta entrevista ela ainda fala de um momento decisivo na sua carreira e comenta sobre o seu maior sonho. Confira!

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Foto: Reprodução/Instagram Nicoly Aprigio

Nicoly, há quanto tempo você é jogadora de futebol?

Com 7 anos eu tive minha primeira experiência num time e no profissional da Ferroviária, comecei com 15 anos. Jogo há 17 anos e, na categoria profissional, faz 9 anos.

E como foi o começo? Desde criança já era apaixonada por futebol?

Sempre brinquei de jogar bola na rua com o pessoal do bairro. Comecei com 7 anos numa escolinha da prefeitura perto de casa entre os meninos. Meu primo falou que ia e me chamou, sempre estávamos juntos, temos a mesma idade e brincávamos de tudo. E também sempre acompanhei meus tios nos jogos entre os amigos dele e quando eu tinha uns quatro anos, minha tia me levou pra ver ela jogando futsal e fiquei encantada. O futebol sempre esteve na minha família e quando comecei, percebi que era a brincadeira que eu mais gostava.

E você imaginava que seria possível trabalhar profissionalmente com isso?

Não imaginei, pra mim era uma brincadeira que me fazia muito bem e que ensinava muitas coisas também. Não sabia que o futebol feminino era uma profissão. Lembro que as meninas que jogavam futebol trabalhavam em outro lugar pra conseguirem se sustentar.

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Foto: Reprodução/Instagram Nicoly Aprigio

Você já sofreu preconceito ou machismo por ser jogadora de futebol? Quais as principais dificuldades?

Já sim. Ah, é triste, né?! Você pensa em desistir por ser fora do “padrão”, por parecer errado, por parecer muito difícil de conseguir continuar com tanta resistência. Mas tive o apoio de muitas pessoas também, isso me ajudou demais a continuar.

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Foto: Reprodução/Instagram Nicoly Aprigio

Já pensou em mudar de profissão? Por que?

Já pensei muitas vezes em parar de jogar, acho que é normal na vida de um atleta, mas muitas pessoas me deram o suporte necessário pra continuar. Enfrentei uma situação em que tive que fazer uma escolha muito difícil. Minha mãe me colocou na escola particular, ela sempre me falava da importância do estudo e que não teve oportunidade de estudar na melhor escola, que gostaria de proporcionar isso pra mim e pra minha irmã, acreditava que assim poderíamos ter a chance de entrar numa faculdade pública. E combinamos que com 15 anos eu focaria nos estudos pra passar no vestibular. Não dava pra conciliar com o futebol porque os treinos eram puxados, viajávamos muito e assim perderia aulas importantes. Eu a entendia, mas eu não queria parar de jogar, eu gostava tanto, mas também sabia que o futebol feminino era algo muito incerto. Houve uma mobilização da minha família, do pessoal da Ferroviária e amigos pra passarem uma visão diferente que eu e minha mãe tínhamos, que seria possível ser atleta profissional de futebol e que isso não seria ruim. E graças a Deus conseguiram! Hoje a minha mãe não me deixa parar de jogar de jeito nenhum, é a primeira a me lembrar de tudo o que passei pra chegar até aqui, ela e meu pai.

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Foto: Reprodução/Instagram Nicoly Aprigio

E qual o seu maior sonho?

Hoje o meu maior sonho profissional é jogar as Olimpíadas! Estou fazendo faculdade de educação física e tive a oportunidade de estudar sobre a história do esporte e quando cheguei na parte das olimpíadas, fiquei tão encantada e apaixonada!

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Foto: Reprodução/Instagram Nicoly Aprigio

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