Cultura

Psicóloga de Araraquara faz atendimento a baixo custo para ajudar mães e gestantes!

Tatiza Simões está com projeto social para ajudar mães e gestantes durante a quarentena

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Foto: Acervo pessoal

Olha que bacana a ideia de uma psicóloga de Araraquara! A gente sabe que o período de isolamento social e todas as questões envolvendo a pandemia do novo Coronavírus não estão fáceis para ninguém. Mas para as gestantes e mães em período de puerpério, deve está ainda mais complicado.

De repente, mudaram os planos do parto, entrou o medo da contaminação e tudo isso sem a rede de apoio dos amigos e familiares.

E foi pensando nessas mulheres que Tatiza Simões, psicóloga de Araraquara, resolveu fazer atendimentos a baixo custo para aliviar essas e tantas outras questões.

Em razão do isolamento, os atendimentos estão sendo realizados de forma online, para evitar qualquer contato. Quer saber mais sobre o projeto social?

Confira a entrevista!

Por que decidiu ser psicóloga?

A ideia de fazer psicologia surgiu um bom tempo depois de terminar a escola, nunca pensei em ser psicóloga (risos). Em 2012, li um livro que se chama “Mulheres que correm com lobos” de uma psicóloga junguiana e foi ali que me encantei com a psicologia. Nesse livro, ela pesquisa os arquétipos do feminino a partir de contos e estórias que atravessam diversas culturas, e despertou em mim um desejo de conhecer mais a fundo universo da psique. Nessa mesma época, eu já estava em contato com o universo da maternidade, da gestação, do parto humanizado e foi, justamente, por pensar em atuar com esse público que fui fazer o curso de psicologia.

E você faz um trabalho com mães, né? Gostaria que comentasse um pouco sobre a sua atuação.

Sim, faço. Como disse anteriormente, antes de iniciar a graduação, eu comecei a frequentar grupos de apoio às gestantes, rodas de mães e bebês e decidi que era esse o público que queria trabalhar. No meu primeiro ano de graduação, eu fiz a formação de doula e durante todo meu percurso universitário fiz cursos voltados para essa área, então, desde 2014 eu atuo com mães e gestantes como doula e educadora perinatal. Atualmente, como psicóloga clínica atendo gestantes e mães no consultório também.

Durante a quarentena, você está fazendo atendimentos online para futuras mães? Como é isso?

Sim, estou fazendo atendimentos online para mulheres gestantes e mães no puerpério, assim como para os demais tipos de público. Além do acompanhamento psicoterapêutico, estou com um projeto social de plantão psicológico para as gestantes e as mães no puerpério com o objetivo de atender as demandas urgentes que possam surgir nesse momento de pandemia. O primeiro atendimento é agendado previamente e, considerando que a necessidade da pessoa é urgente, tentamos agendar o mais rápido possível. Após a primeira sessão, é agendado um segundo atendimento dentro de uma semana para fecharmos as questões que possam ter ficado abertas ou surgido após o primeiro atendimento.

E é cobrada uma taxa simbólica, né? Você gostaria de divulgar o valor?

Sim! O valor da sessão varia entre R$ 20,00 e R$ 50,00. Ele é combinado de acordo com a realidade financeira de cada mulher que procura o serviço.

E qualquer mulher que esteja gestante pode participar?

Sim, qualquer mulher que esteja com alguma demanda psicoemocional relativa à gravidez e ao momento de pandemia e o isolamento social. Lembrando que o projeto é voltado também para as mães no puerpério.

E como ela pode entrar em contato?

Ela pode entrar em contato comigo através da minha página do Instagram (@tatiza.simoes.psi) ou através do WhatsApp: (16) 9 9993-6262.

São muitas vagas disponíveis?

Temos disponíveis cinco horários por semana. No entanto, por esse serviço ser em formato de plantão psicológico, há a possibilidade de acolher mais mulheres, pois os atendimentos são rotativos.

Estar gestante já gera um bilhão de dúvidas, né? Imagino que passar por esse momento, durante a pandemia, esteja sendo ainda mais complicado, né?

Sim, com certeza. Os relatos que tenho colhido na clínica são de muita ansiedade, medo, mudanças de planos em relação ao local do parto e a equipe que vai acompanhar o parto, o medo de contaminação. O período gestacional já é de muita incerteza, estar gestante gera muitas dúvidas e ansiedade por si só, atravessando uma pandemia, então, todas essas questões se potencializam e precisam de cuidado e acolhimento. O pós-parto é um momento considerado solitário e repleto de questões também; a mulher que está se descobrindo mãe, o bebê que chora e não dorme direito, a privação de sono, a amamentação, a nova dinâmica familiar, enfim, são muitas demandas que podem desorganizar o funcionamento psíquico da mulher. É um momento tão complexo, esses conflitos podem se potencializando nessa pandemia, pois além de estar atravessando toda essa novidade, essa mulher se encontra sozinha, sem poder contar com o apoio de familiares e amigos, devido ao isolamento social. Por isso que considero esse trabalho tão importante: para acolher as gestantes e buscar oferecer algum conforto e possibilidade de ressignificação desse momento, e as mães no puerpério, oferecendo uma escuta atenta e acolhedora.

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